Nível Fundamental

  Visto como o primeiro nível do percuso gerativo dos sentidos o nível fundamental é o mais abstrato dos três níveis. E agora nós iremos explicá-lo:

        Este nível trabalha com a oposição semântica entre os termos e, a partir disso, temos o quadrado semiótico:






 O quadrado semiótico parte do princípio da oposição e se divide em três partes principais:
      
Termos contrários: Basicamente são termos opostos.
   ex:
   nos quadrados semióticos acima temos como oposição: "Morte" vs "Vida" e "Vampiro" vs "Humano"

Termos contraditórios: São palavras que tiram a narrativa do "preto no branco", ou seja, são termos que quebram com a visão bidimensional do leitor. Acredito que seja muito interessante usar desse recurso para ludibriar o espectador/leitor
    ex:
     Observe, o "não humano" não implica que ele seja um vampiro, assim como "não vampiro" signifique que o personagem é humano, ele pode ser um zumbi, um et. A "não morte" não implica vida, pode ser um estado vegetativo ou coma, assim como a "não vida" não é sinônimo de morte, pode ser falta de liberdade.

Termos complementares: Basicamente são termos que se completam de forma obvia. Ao contrário dos termos contraditórios, aqui os termos são "preto no branco".
   ex:
    Vampiro não é humano / Vivo é alguém que não morreu
   
    

     Além desses, podemos ter em um quadrado semiótico mais dois termos:

Operação de negação: 


Operação de afirmação:


       Depois que todos os termos e operações são colocados no quadrado, chegamos ao momento em que o autor vai escolher qual o sentido que ele quer passar para o consumidor do texto e, a partir daí, será escolhido o lado Eufórico (positivo, atraente) e o Disfórico (negativo, repulsivo).
        Ao usarmos o quadrado semiótico do "Vampiro" vs "Humano" para exemplificarmos o que foi escrito acima, percebe-se que podemos usar qualquer um como positivo ou negativo a depender do contexto. Por exemplo: em um filme os vampiros querem acabar com todos os humanos, isso vai ser ruim ou bom? Vai depender das ações de ambos os lados, vai depender de como o roteirista vai levar o filme, de como ele vai manipular sua percepção dos fatos.


Referências:

BARROS, Diana Luz Pessoa de. Estudos do discurso: semiótica discursiva. In: FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à linguística: princípios de análise. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2004. p. 187-213.

https://youtu.be/bMyZBKvHbGg

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