Nível Narrativo
Para a semiótica, a organização narrativa é concebida a partir de um esquema narrativo canônico. Tal esquema narrativo é composto por três percursos, a saber: percurso da manipulação, percurso da ação e percurso da sanção.
Aqui, cabe acrescentar que cada percurso narrativo é constituído de unidades elementares básicas, denominados enunciados narrativos.
Os enunciados narrativos são de dois tipos, a saber: enunciados de estado, em que sujeito e objeto mantém entre si relações de estaticidade, e enunciados de transformação, em que a relação é de dinamicidade. A transformação é a mudança de um estado para outro, isso é, de um estado disjuntivo para um estado conjuntivo, ou vice-versa. Por outras palavras, as relações estáticas podem ser relações de conjunção, isso é, quando o sujeito possui ou conquista o objeto, ou relações de disjunção, isso é, quando o sujeito não possui ou é privado do objeto. Sendo assim, da organização de um enunciado de transformação e um enunciado de estado surge o programa narrativo.
Desse modo, podemos resumir o conteúdo explanado da seguinte forma:
Para a semiótica, o esquema narrativo é o modelo de organização narrativa. O esquema narrativo é composto de três percursos narrativos: o percurso da manipulação, o percurso da ação e o percurso da sanção. Por sua vez, cada percurso narrativo é constituído de unidades elementares mais simples, os enunciados narrativos. Os enunciados narrativos, por sua vez, são de dois tipos, a saber: enunciados de estado e enunciados de transformação. As relações dos enunciados de estado podem ser, ainda, relações de conjunção ou relações de disjunção em relação a ter ou não ter o objeto. Desse modo, da organização de pelo menos um enunciado de estado e de um enunciado de transformação surge o programa narrativo, a unidade funcional da narrativa.
Na primeira estrofe do poema "Soneto de Separação", de Vinicius de Moraes, identificamos por metonímia os sujeitos como sujeito um e sujeito dois, já que os termos 'bocas unidas' e mãos espalmadas' pressupõe a existência de sujeitos que tenham bocas e mãos, desse modo, teríamos os seguintes programas narrativos:
"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
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